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Disputa global de inteligencia artificial opõe EUA e China pelo

Por Rafael Sampaio | Atualizado em 01/08/2026 às 14:13
disputa global de inteligencia artificial
Divulgação/Gov.Br
📖 Leitura: 4 Min🕒 Publicado: 01/08/2026 às 14:13

A disputa global de inteligencia artificial ganha novos contornos com iniciativas lideradas por Estados Unidos e China para moldar a cadeia produtiva e as regras tecnológicas do setor. Washington aposta em alianças restritas com parceiros comerciais para blindar cadeias de suprimento, enquanto Pequim promove o uso de códigos abertos para atrair países em desenvolvimento.

O governo americano lançou em dezembro de 2025 a Pax Silica, uma coalizão que hoje reúne 23 países e a União Europeia. O bloco busca assegurar o acesso a insumos críticos e coordenar investimentos conjuntos entre nações alinhadas à Casa Branca.

Resumo rápido:

  • EUA lideram a iniciativa Pax Silica para controlar cadeias de suprimento com aliados estratégicos.
  • China criou a Waico para promover o desenvolvimento de inteligência artificial de código aberto.
  • O governo brasileiro defende a soberania digital e o diálogo com ambas as iniciativas para evitar dependências.

Riscos de dependência econômica na Pax Silica

A estratégia americana de fechar o ecossistema tecnológico em torno de poucos aliados gera alertas entre especialistas em governança digital. O fundador da organização Plures, Ettore Arpini, aponta que o modelo restringe o acesso e expõe nações dependentes a vulnerabilidades severas.

Uma decisão política de Washington pode paralisar o sistema produtivo de um país dependente de inteligência artificial estrangeira. “Pode ser que, de uma hora para outra, uma decisão de Washington bloqueie o acesso a essa IA. Isso pode congelar a economia inteira do país”, avalia Arpini.

A expansão da Pax Silica alcançou a América Latina em junho deste ano com a adesão de cinco países:
* Argentina
* El Salvador
* Chile
* Costa Rica
* Panamá

O modelo de código aberto da Waico

Em contraponto à estratégia ocidental, a China fundou em julho deste ano a Organização Mundial de Cooperação em IA, conhecida como Waico, com sede em Xangai. A organização reúne 29 assinantes, incluindo o Brasil, Rússia, África do Sul e Cuba.

A proposta chinesa apoia a governança baseada em código aberto, permitindo que qualquer organização examine, modifique e utilize o software em servidores próprios. Essa modalidade dispensa contratos comerciais de alto custo com grandes empresas de tecnologia dos Estados Unidos.

Desafios estruturais para o Brasil

Especialistas apontam que a participação em iniciativas internacionais exige investimentos internos robustos em infraestrutura tecnológica. O professor da Universidade Federal do ABC Sérgio Amadeu da Silveira ressalta que o acesso ao código aberto não dispensa a construção de capacidades locais de processamento.

“Se a gente não desenvolver capacidades aqui dentro e, principalmente, infraestruturas nossas, a gente não vai conseguir nem se apropriar do conhecimento”, pondera Silveira sobre a necessidade de soberania digital defendida pelo governo brasileiro.

📌 Leia também: Soberania digital em IA exige infraestrutura própria, apontam  |  Alta do dolar reflete tensao geopolitica e fecha julho em queda

Perguntas Frequentes

O que é a Pax Silica?

É uma iniciativa lançada pelos Estados Unidos em dezembro de 2025 para coordenar cadeias de suprimento de IA e minerais críticos entre países aliados.

O que é a Waico?

É a Organização Mundial de Cooperação em IA, criada pela China em julho deste ano para promover o desenvolvimento de tecnologia de código aberto.

O Brasil participa de alguma destas iniciativas?

O Brasil assinou a declaração de criação da Waico, mantendo uma postura de diálogo com diferentes modelos para preservar sua soberania digital.


1 de agosto de 2026|Fonte: Agência Brasil|Foto: Divulgação/Gov.Br|Redação: Rafael Sampaio|Fonte da Informação ↗

Rafael Sampaio
Escrito por

Rafael, 41 anos, é um jornalista de Milagres apaixonado pela arte de escrever. Um eterno aprendiz dedicado a contar histórias com verdade, precisão e uma profunda conexão com o leitor.

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