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Polícia Federal investiga furto na Receita Federal de computadores

Por Rafael Sampaio
furto na Receita Federal
Polícia Federal
📖 Leitura: 4 Min🕒 Publicado: 27/07/2026 às 12:58

A Polícia Federal realizou nesta quinta-feira (23) a Operação Backdoor com o objetivo de desarticular um esquema de furto na Receita Federal situado na zona portuária do Rio de Janeiro. A ofensiva policial busca esclarecer o desvio de patrimônio público avaliado em cerca de R$ 350 mil, incluindo computadores e veículos oficiais da instituição.

Resumo rápido:

  • A Operação Backdoor foi deflagrada nesta quinta-feira (23) pela Polícia Federal no Rio de Janeiro.
  • A investigação apura o furto de cerca de 300 computadores, cinco geladeiras e veículos da Receita Federal.
  • O esquema contaria com a participação de um servidor público cedido e integrantes de uma organização social.

As investigações do caso começaram após denúncias formais encaminhadas pela própria Receita Federal ao órgão policial. O documento entregue apontou indícios consistentes sobre o desaparecimento de aproximadamente 300 computadores e cinco geladeiras que integravam o patrimônio da instituição federal, além de automóveis que ficavam estacionados no pátio do órgão na região portuária carioca.

Esquema utilizava termos de doação fraudulentos

Além da constatação do furto na Receita Federal, os investigadores identificaram que os bens subtraídos podiam ter uma destinação criminosa específica a terceiros. A apuração policial aponta que o grupo utilizava documentos forjados para simular a legalidade da saída dos equipamentos e veículos do prédio público.

O modus operandi investigado contava com a emissão de termos de doação fraudulentos. Esse artifício burocrático servia para encobrir o rastro do patrimônio desviado e dar uma fachada legalidade à transferência dos computadores e demais itens para as mãos de terceiros que não possuíam qualquer direito legítimo sobre os materiais.

Envolvimento de servidor público e organização social

A rede criminosa contava com conexões internas e externas para viabilizar a subtração contínua dos bens patrimoniais. De acordo com o levantamento da Polícia Federal, o esquema criminoso operava com o envolvimento direto de um servidor público que estava cedido à Receita Federal, facilitando o acesso às dependências, além da participação ativa de integrantes ligados a uma organização social.

A escolha do nome da operação faz referência direta ao termo em inglês Backdoor, que significa porta dos fundos. A nomenclatura policial retrata fielmente a dinâmica física utilizada pelo grupo para retirar a maior parte do material furtado do edifício, aproveitando-se de uma saída estratégica localizada nos fundos da sede do órgão federal.

Mandados de busca e apreensão no Rio e na Costa Verde

Para desmantelar a rede de desvios, os agentes federais saíram às ruas nesta quinta-feira para cumprir mandados judiciais de busca e apreensão. As ordens expedidas pela Justiça foram cumpridas em diferentes localidades do estado do Rio de Janeiro para recolher provas materiais e documentos comprobatórios.

* Quatro mandados de busca e apreensão foram cumpridos no total.
* Na capital fluminense, os policiais atuaram nos bairros de Brás de Pina, Senador Camará e Guaratiba.
* Na região da Costa Verde fluminense, as diligências ocorreram no bairro Encruzo da Enseada, no município de Angra dos Reis.

As provas recolhidas durante as diligências desta quinta-feira serão analisadas pelos investigadores para individualizar a conduta de cada um dos suspeitos e identificar eventuais outros beneficiários do esquema de desvio descoberto na zona portuária.

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Perguntas Frequentes

O que motivou a Operação Backdoor da Polícia Federal?

A operação foi deflagrada após denúncias da Receita Federal sobre o furto de computadores, geladeiras e veículos do patrimônio do órgão no Rio de Janeiro.

Qual é o valor estimado dos bens furtados da Receita Federal?

O patrimônio levado pelo esquema criminoso é avaliado em cerca de R$ 350 mil, montante que inclui centenas de computadores e eletrodomésticos.

Quem são os suspeitos de integrar o esquema de desvio?

As investigações apontam a participação de um servidor público cedido à Receita Federal e de integrantes de uma organização social na fraude.


27 de julho de 2026|Fonte: Agência Brasil|Foto: Polícia Federal|Redação: Rafael Sampaio|Fonte da Informação ↗

Rafael Sampaio
Escrito por

Rafael, 41 anos, é um jornalista de Milagres apaixonado pela arte de escrever. Um eterno aprendiz dedicado a contar histórias com verdade, precisão e uma profunda conexão com o leitor.

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