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Plano de Reocupação Territorial do Rio ganha novos órgãos de gestão

Por Rafael Sampaio | Atualizado em 01/08/2026 às 02:43
Plano de Reocupação Territorial
Tânia Rêgo/Agência Brasil
📖 Leitura: 4 Min🕒 Publicado: 01/08/2026 às 02:43

O governo do estado do Rio de Janeiro oficializou nesta sexta-feira (31), por meio de publicações no Diário Oficial, a criação de estruturas administrativas voltadas para o Plano de Reocupação Territorial. A iniciativa busca combater o domínio exercido por grupos criminosos em diferentes localidades fluminenses.

Para executar o projeto, a gestão estadual instituiu dois novos órgãos encarregados de coordenar, monitorar e acompanhar as diretrizes estratégicas. A medida ocorre após meses de tramitação e alinhamento com exigências judiciais estabelecidas no âmbito da segurança pública.

Resumo rápido:

  • Governo do Rio publica criação de dois gabinetes para o Plano de Reocupação Territorial.
  • Gabinete de Gestão Integrada articula órgãos estaduais, municipais, federais e a Justiça.
  • Gabinete Integrado de Gestão Territorial foca na operação com participação da sociedade civil.

Estrutura operacional e eixos estratégicos

O modelo de atuação foi dividido em duas frentes administrativas principais com atribuições bem definidas. O Gabinete de Gestão Integrada assumiu a responsabilidade de promover articulações diretas entre instâncias estaduais, municipais, federais e instituições ligadas ao sistema de Justiça.

Enquanto isso, o Gabinete Integrado de Gestão Territorial atua no plano operacional. Essa divisão reúne representantes de cinco frentes estruturais:

* Segurança e Justiça
* Desenvolvimento Social
* Urbanismo e Infraestrutura
* Desenvolvimento Econômico
* Governança e Sustentabilidade

A Secretaria de Estado de Segurança Pública concentra esforços na finalização do plano tático, etapa que antecede a execução operacional definitiva no terreno.

Origem da estratégia e exigências judiciais

A formulação do plano estratégico de cinco eixos ocorreu em dezembro do ano passado, quando o governo fluminense o apresentou ao Supremo Tribunal Federal. A entrega atendeu às determinações da Arguição por Descumprimento de Preceito Fundamental 635, amplamente conhecida como a ADPF das favelas.

A medida judicial exigiu ações concretas para reduzir violações de direitos e conter a alta letalidade em operações policiais nas comunidades locais. Posteriormente, em março deste ano, o Conselho Nacional do Ministério Público aprovou o planejamento estratégico que precedeu as atuais fases tática e operacional.

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Participação popular e diretrizes sociais

A administração estadual destacou que a inclusão da sociedade civil representa um diferencial relevante na execução das medidas. Os moradores terão voz ativa no Gabinete Integrado de Gestão Territorial para auxiliar no monitoramento das intervenções.

As ações planejadas baseiam-se em levantamentos produzidos pelo Instituto Data Favela, pela Central Única das Favelas e pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos. O objetivo é assegurar que a presença do Estado supere o fator militar, garantindo serviços públicos essenciais e políticas sociais efetivas nas regiões atendidas.

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Perguntas Frequentes

Quais órgãos foram criados pelo governo fluminense?

O governo criou o Gabinete de Gestão Integrada e o Gabinete Integrado de Gestão Territorial para coordenar o plano.

Qual é a origem dessa iniciativa de reocupação?

A elaboração atende a exigências da ADPF 635 no Supremo Tribunal Federal, visando conter violações de direitos e o controle do crime organizado.

Como a população participa do projeto?

Os moradores contribuem com demandas identificadas nas localidades e têm voz ativa no monitoramento das ações junto aos órgãos gestores.


31 de julho de 2026|Fonte: Agência Brasil|Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil|Redação: Rafael Sampaio|Fonte da Informação ↗

Rafael Sampaio
Escrito por

Rafael, 41 anos, é um jornalista de Milagres apaixonado pela arte de escrever. Um eterno aprendiz dedicado a contar histórias com verdade, precisão e uma profunda conexão com o leitor.

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