A sede do órgão ministerial situada no Centro Administrativo da Bahia, na capital baiana, recebeu os representantes do Conselho Nacional do Ministério Público para o início das atividades de fiscalização e avaliação institucional. As atividades de auditoria e inspeção foram abertas na quarta-feira, dia 28 de outubro de 2026, com previsão de encerramento para quinta-feira, dia 29. A ação na unidade baiana faz parte de um formato experimental adotado pelo órgão federal para unificar procedimentos de controle.
Resumo rápido:
- Corregedoria Nacional iniciou correição ordinária presencial na sede do MPBA no CAB.
- Atividades integram projeto-piloto de novo modelo integrado de fiscalização do CNMP.
- Trabalhos na unidade baiana reúnem cúpula ministerial e seguem até quinta-feira, dia 29.
O novo formato de fiscalização integrado em andamento na Bahia
A aplicação das diretrizes de controle na unidade baiana representa a continuidade de um projeto experimental inaugurado em Santa Catarina nos dias 19 e 20 de outubro de 2026. A proposta substitui métodos tradicionais de auditorias isoladas por uma rotina conjunta entre o órgão federal de controle e as unidades corregedoras estaduais. Durante a abertura na capital baiana, o corregedor nacional Fernando da Silva Comin apontou que o cenário institucional atual demanda respostas firmes frente à criminalidade digital, ao uso de inteligência artificial em fraudes e aos desafios associados à garantia de direitos fundamentais.
“O Ministério Público precisa compreender as necessidades da sociedade e desenvolver respostas compatíveis com os desafios atuais”
declarou o corregedor nacional Fernando da Silva Comin
O modelo revisado busca conferir maior autonomia aos órgãos locais enquanto estabelece parâmetros padronizados de diagnóstico. A comitiva do órgão federal examina o funcionamento dos setores disciplinares, a infraestrutura tecnológica, as condições físicas e de pessoal, além do andamento dos estágios probatórios e o cumprimento de resoluções nacionais. Ao final da visita, os auxiliares da corregedoria federal elaboram um relatório unificado que passará por apreciação e posterior homologação pelo Plenário do Conselho Nacional.
A perspectiva da administração estadual sobre a atuação ministerial
O procurador-geral de Justiça, Pedro Maia, utilizou a solenidade para detalhar a rotina de atuação dos membros em todas as regiões do estado, enfatizando o atendimento prestado nos 417 municípios baianos. O chefe da instituição estadual destacou a interlocução contínua mantida com a sociedade civil, movimentos sociais, meio acadêmico e setor produtivo como alicerce da gestão.
“A legitimidade dessa Instituição vem do trabalho diário, incansável, presente e transformador de cada um dos membros nos 417 municípios desse Estado”
afirmou o procurador-geral de Justiça, Pedro Maia
Complementando a avaliação institucional, o corregedor-geral do MPBA, Paulo Marcelo de Santana Costa, pontuou que as diretrizes recomendadas em auditorias anteriores já foram incorporadas pela corregedoria interna na Bahia. A expectativa da cúpula estadual é que a unificação de métodos traga maior modernização aos procedimentos correicionais aplicados internamente.

O olhar da representação de classe sobre o papel do controle externo
A importância do acompanhamento institucional foi reforçada pelas lideranças associativas presentes no evento no CAB. Na avaliação da entidade que representa a classe na Bahia, a atuação do conselho federal cumpre um papel essencial na salvaguarda das prerrogativas profissionais e na manutenção de padrões adequados para o exercício das funções ministeriais.
“Fortalecer o Ministério Público brasileiro significa, antes de tudo, a melhoria da capacidade da instituição de prestar serviços à sociedade e a valorização da cidadania”
declarou o presidente da associação representativa dos membros do Ministério Público do Estado da Bahia, Lucas Santana
O dirigente associativo também frisou o amparo prestado a parcelas da população em estado de vulnerabilidade, citando especificamente crianças desassistidas e idosos abandonados.
Perguntas Frequentes
Perguntas Frequentes sobre a correição ordinária
O que motivou a realização da correição na Bahia?
A visita integra a segunda etapa de um projeto-piloto do novo Modelo de Correições Integradas do CNMP, que busca unificar métodos de avaliação e fiscalização entre o órgão federal e as unidades estaduais.
Quais áreas específicas são inspecionadas durante o procedimento?
Os inspetores avaliam infraestrutura física, tecnologia da informação, pessoal, estágio probatório, regularidade de procedimentos disciplinares e a alimentação de sistemas nacionais de informação do Ministério Público.
Qual é o destino final do relatório produzido pela comitiva nacional?
Após o término das visitas presenciais, os membros auxiliares elaboram um documento único que é submetido ao corregedor nacional e, posteriormente, encaminhado para homologação pelo Plenário do Conselho Nacional do Ministério Público.
