Mandados judiciais expedidos pela Justiça foram cumpridos em Salvador, no município baiano de Amélia Rodrigues e em três cidades do estado de São Paulo durante uma ação voltada a desarticular uma rede criminosa voltada ao comércio de entorpecentes entre estados e à venda irregular de armamentos. A investida ocorreu na quinta-feira, 29, mobilizando equipes do Ministério Público do Estado da Bahia, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, além da Polícia Federal e da Força Correcional Especial Integrada, vinculada à corregedoria da Secretaria da Segurança Pública da Bahia.
Resumo rápido:
- Ação policial cumpre mandados em Salvador, Amélia Rodrigues e cidades de São Paulo.
- Grupo é investigado por tráfico interestadual de cocaína e comércio ilegal de armas.
- Justiça determinou bloqueio de bens até R$ 10 milhões e suspensão de 13 empresas.
O alcance das ordens judiciais e as restrições econômicas
As diligências executadas englobaram o cumprimento de oito mandados de prisão preventiva e oito ordens de busca e apreensão expedidas pelo Poder Judiciário. As determinações emanaram da 2ª Vara de Garantias da Comarca de Salvador, instância que também decretou o congelamento de ativos financeiros e patrimoniais dos investigados até o patamar de R$ 10 milhões, além de ordenar a paralisação das operações comerciais de 13 pessoas jurídicas apontadas como ligadas ao esquema investigado.
As apurações indicam que, em eventual condenação perante a Justiça pelos crimes de associação para o tráfico, envio interestadual de substâncias ilícitas e comercialização clandestina de armamento de uso restrito, o total das penas privativas de liberdade aplicadas poderá superar quatro décadas de reclusão.
Origem da investigação e modus operandi do grupo
A ofensiva policial deflagrada recentemente constitui um desdobramento direto de investigações iniciadas no ano anterior com foco em infrações penais direcionadas contra instituições financeiras. Mediante o exame de itens recolhidos naquela fase anterior, cujo acesso foi devidamente autorizado por decisão judicial, os investigadores detectaram que um dos alvos principais também exercia a coordenação sobre o transporte de entorpecentes e a comercialização clandestina de armas de fogo.
De acordo com o material levantado pelos órgãos de persecução penal, a estrutura investigada contava com divisão interna de atribuições. O esquema contava com indivíduos encarregados da cúpula diretiva, da organização das remessas de substâncias oriundas do território paulista, da logística de deslocamento das cargas, da comercialização direta, além da realização de cobranças e da gestão financeira dos valores obtidos.
Com o propósito de burlar o monitoramento policial, os suspeitos adotavam ferramentas de comunicação digital baseadas em criptografia, valendo-se de termos cifrados para se referirem aos carregamentos de entorpecentes.

Indícios de lavagem de dinheiro e próximos passos
Além do comércio ilegal de materiais controlados, os levantamentos apontaram indícios concretos de práticas voltadas à ocultação de bens, caracterizando lavagem de capitais. A movimentação financeira do grupo ocorria por intermédio de contas bancárias pertencentes a terceiros e a empresas criadas como fachadas para dissimular a origem dos valores.
A continuidade dos trabalhos investigativos tem como foco mapear a eventual participação de outros coautores e aprofundar o rastreamento do capital angariado por meio das atividades ilícitas apuradas.
Perguntas Frequentes
Onde foram cumpridos os mandados da operação?
As ordens judiciais foram cumpridas em Salvador e em Amélia Rodrigues, no estado da Bahia, além de três municípios no estado de São Paulo, especificamente na capital paulista, em Guarujá e em Santo André.
Quais crimes são investigados na ação policial?
O grupo é investigado pela prática de tráfico interestadual de drogas, comércio ilegal de armas de fogo de uso restrito e associação criminosa, além de indícios de lavagem de capitais.
Quais medidas restritivas foram impostas pela Justiça?
A 2ª Vara de Garantias da Comarca de Salvador determinou o cumprimento de mandados de prisão e busca, o bloqueio de bens e valores até o limite de R$ 10 milhões e a suspensão das atividades econômicas de 13 empresas vinculadas ao grupo.
