A viagem repentina de Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos, realizada em menos de 48 horas após o encerramento da disputa eleitoral, pegou a cúpula do Partido Liberal de surpresa em Brasília.
Resumo rápido:
- Partida para o exterior ocorreu em menos de 48 horas após a derrota nas urnas.
- Cúpula do PL relata surpresa com o movimento e desconhecimento prévio da viagem.
- Investigações envolvem inquéritos no Supremo Tribunal Federal e entrega de passaportes.
Reação da coordenação partidária em Brasília
O senador Rogério Marinho (PL-RN), responsável pela coordenação da campanha presidencial, declarou publicamente que não possuía informações sobre a saída do ex-candidato do território nacional. A declaração ocorreu após um encontro com lideranças partidárias na capital federal, onde o dirigente destacou a expectativa em torno da atuação política futura.
“Estamos surpresos porque ontem nós conversamos sobre a necessidade de que Flávio, com os 60 milhões de votos que teve, assumisse esse papel de liderança da oposição, que é importante, porque temos um governo que claramente tem feito mal ao país, na nossa avaliação”
afirmou Marinho, após participar de uma reunião com parlamentares e líderes políticos do PL, em Brasília
De acordo com relatos de aliados, uma mensagem de texto foi enviada por volta das 8h da manhã de uma terça-feira, na qual o político mencionava o intuito de afastar-se temporariamente antes de retomar o contato com o grupo político. A confirmação da chegada ao solo norte-americano mobilizou repercussão internacional e manifestações de parlamentares, a exemplo do senador eleito Carlos Jordy (PL-RJ).
Contexto das investigações e medidas judiciais
O cenário jurídico em torno do parlamentar envolve apurações conduzidas pela Polícia Federal relacionadas a suspeitas de evasão de divisas, lavagem de dinheiro e corrupção. O mandato parlamentar com prerrogativa de foro encerra-se em fevereiro de 2027.
Na véspera da viagem, o ministro Alexandre de Moraes, integrante do Supremo Tribunal Federal, determinou a entrega dos documentos de viagem à corporação. O ato processual tramita sob sigilo, mas veio a público por meio de postagens nas redes sociais do próprio investigado, associado a um inquérito que também apura o advogado Willer Tomaz.
Diante da ausência de entrega dos documentos, a corporação policial procedeu ao cancelamento direto dos passaportes. Em gravação veiculada na internet, a defesa havia refutado a intenção de deixar o país e assegurado o cumprimento da determinação judicial, enquanto canais oficiais de comunicação do parlamentar não emitiram respostas aos questionamentos jornalísticos.
Perguntas Frequentes
Quando ocorreu a viagem para o exterior?
O embarque para o território norte-americano aconteceu em menos de 48 horas após o término da disputa eleitoral presidencial.
Quais autoridades se manifestaram oficialmente sobre o caso?
Até o momento, nenhuma autoridade governamental do Brasil ou dos Estados Unidos emitiu posicionamento oficial sobre a saída do país.
O que motivou o cancelamento dos documentos de viagem?
A medida foi adotada diretamente pela Polícia Federal após o descumprimento da determinação expedida pelo Supremo Tribunal Federal para a entrega dos passaportes.
