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Bahia

Ministério Público cobra segurança e afasta motoristas em Correntina

Por Fábio Silva | Publicado em
transporte escolar
MPBA ajuíza ação para garantir segurança no transporte escolar de Correntina
📖 Leitura: 5 Min

A exigência de regras rígidas para a condução de estudantes motivou uma medida judicial tomada recentemente no oeste baiano. O Ministério Público do Estado da Bahia ajuizou, na terça-feira (13), uma ação civil com o objetivo de obrigar a administração municipal a cumprir exigências de segurança na frota destinada a alunos e a menores em situação de acolhimento institucional.

Resumo rápido:

  • Ação judicial movida pelo MPBA cobra segurança no transporte escolar de Correntina.
  • Promotoria pede afastamento imediato de condutores sem os requisitos do Código de Trânsito.
  • Medida ocorre após meses sem envio de documentação e ausência de respostas da prefeitura.

Cobrança judicial por regularidade na frota

A iniciativa jurídica foi protocolada pela promotora de Justiça Suelim Iasmine dos Santos Braga. Entre os pedidos direcionados ao Poder Judiciário, consta a exigência de checagens prévias e periódicas sobre a idoneidade e a situação documental dos motoristas que atuam no serviço. O órgão ministerial também requer o afastamento imediato de profissionais que descumpram as determinações previstas no Código de Trânsito Brasileiro, além da implantação de um protocolo voltado ao afastamento cautelar em cenários de denúncia formal e circunstanciada envolvendo episódios de violência sexual contra discentes.

A representante do Ministério Público destacou que “o transporte escolar constitui instrumento para efetivação do direito à educação, por assegurar o acesso e a permanência dos estudantes na escola, e sua prestação deve observar requisitos de segurança e qualidade”.

Impasse administrativo e ausência de dados

A movimentação judicial ocorreu após o poder executivo local deixar de responder a uma recomendação emitida anteriormente pela promotoria com orientações sobre o setor. Conforme apontou o órgão de controle, transcorreram mais de 16 meses e diversos ofícios sem que a gestão municipal fornecesse uma listagem legível contendo os nomes e as categorias das CNHs dos motoristas, embora tenha sustentado que a equipe estaria regularizada.

Além da falta de transparência documental, o processo aponta que a prefeitura deixou de identificar o condutor de um ônibus escolar envolvido em uma colisão com uma carreta registrada em maio de 2025. O executivo municipal também admitiu a alocação de um trabalhador em fase de capacitação, fora do quadro regular de condutores de ônibus, para a função de transporte, além de relatos sobre atuação de motoristas sem a habilitação adequada para o veículo conduzido.

Pedidos liminares e exigências futuras

Em caráter de urgência, a promotoria solicita que a Justiça determine a apresentação imediata da documentação dos condutores e o afastamento daqueles que não preencham os requisitos do artigo 138 do Código de Trânsito Brasileiro, com ênfase na exigência de CNH na categoria D. O pleito também busca impedir a atuação de profissionais irregulares, assegurando a continuidade do atendimento aos estudantes por meio de motoristas devidamente capacitados.

No mérito da ação, o Ministério Público requer a criação de um sistema permanente de monitoramento que abarque o controle de CNHs, antecedentes criminais, infrações de trânsito, realização de curso especializado e atualização cadastral, com a inclusão obrigatória de tais exigências em editais, contratos, convênios e credenciamentos voltados ao setor.

Perguntas Frequentes

O que motivou a ação do Ministério Público em Correntina?

A medida foi ajuizada após a administração municipal não responder a uma recomendação do MPBA e passar mais de 16 meses sem enviar a relação legível dos motoristas e suas respectivas CNHs, além de episódios como a alocação de profissionais não habilitados e um acidente envolvendo um ônibus escolar em maio de 2025.

Quais são as principais exigências feitas pelo MPBA na Justiça?

O órgão solicita o afastamento imediato de motoristas que não cumpram o Código de Trânsito Brasileiro, a apresentação de documentos dos condutores, a criação de protocolos para casos de denúncias graves de violência e a implementação de um sistema permanente de verificação de antecedentes e habilitação.

Quando a ação foi ajuizada e quem assina o documento?

A ação foi protocolada na terça-feira (13) pela promotora de Justiça Suelim Iasmine dos Santos Braga, integrante do Ministério Público do Estado da Bahia.

Fábio Silva
Escrito por
Editor de Municípios

Com 32 anos de experiência sólida na radiodifusão, Fábio é o jornalista dedicado a dar voz e visibilidade aos municípios baianos. Conhecedor profundo da realidade regional, ele é o responsável por cobrir os principais acontecimentos, o cotidiano e o desenvolvimento das cidades do interior e da capital. Tendo atuado diretamente em polos como Feira de Santana, Jequié, Serra do Ramalho e Salvador, Fábio produz matérias que conectam os desafios e as conquistas locais ao interesse público. Além da apuração rigorosa no jornalismo municipal, ele aplica sua expertise para garantir que as notícias de cada canto da Bahia alcancem destaque e projeção nacional.

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