A exposição precoce e sem supervisão de menores no ambiente virtual motivou discussões entre autoridades, especialistas e estudantes reunidos recentemente na capital baiana durante um evento voltado à cidadania na rede. A programação reuniu integrantes de órgãos de controle, forças de segurança e conselhos para debater estratégias de prevenção a violações de direitos.
Resumo rápido:
- Salvador sediou encontro sobre proteção de crianças e adolescentes na internet.
- Iniciativas institucionais buscam fortalecer a orientação a famílias e escolas.
Desafios na proteção de menores online
A exposição de crianças e conteúdos impróprios na rede exige maior presença de pais e responsáveis na rotina digital dos jovens.
“O uso excessivo da tecnologia, sem acompanhamento e sem uma atuação mais presente e orientadora dos pais ou responsáveis, pode expor crianças e adolescentes a riscos e violações de direitos”
advertiu a promotora Ana Emanuela Cordeiro Rossi, que coordena o Centro de Apoio Operacional da Criança e do Adolescente
O debate ocorreu durante a nona edição do encontro temático promovido na capital baiana.
O papel das instituições e a rede de apoio
A articulação entre diferentes órgãos públicos busca ampliar a conscientização da sociedade sobre os perigos virtuais.
Durante a abertura do evento, a procuradora adjunta Norma Cavalcanti ressaltou a prioridade absoluta conferida à juventude pelas estruturas estaduais. Na ocasião, foram mencionadas ferramentas de sensibilização voltadas às famílias, a exemplo da iniciativa ‘O cuidado não pode ficar só no off’ e do portal ‘Fala Filho’, criados para orientar responsáveis e prevenir abusos no ambiente virtual.
A programação também contou com a presença de estudantes de unidades de ensino estaduais e municipais, além de representantes de entidades de salvaguarda de direitos e de políticas públicas municipais, a exemplo da Secretaria de Políticas para a Infância e Juventude de Salvador.

Atuação policial e dados sobre crimes cibernéticos
O enfrentamento a delitos virtuais envolve investigações especializadas e cooperação entre órgãos de segurança pública e entidades civis.
A delegada federal Lívia Cunha pontuou que o uso inadequado de ferramentas tecnológicas pode potencializar situações graves, como a produção de conteúdos vexatórios, a exposição da intimidade e episódios de violência sexual contra menores.
Por sua vez, a representante da SaferNet Brasil, Bianca Orrico, apresentou números alarmantes registrados na Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos. Segundo a entidade, o canal acumulou mais de oitenta e sete mil queixas no período anterior, sendo expressiva a parcela de registros associada diretamente a casos de abuso e exploração sexual de menores. O trabalho conjunto com administrações municipais também resultou na entrega de certificações a localidades que implementaram diretrizes de cidadania digital, como Fátima, Heliópolis e Cícero Dantas.
Perguntas Frequentes
O que motivou a realização do evento na capital baiana?
O encontro teve como objetivo principal debater mecanismos preventivos e de proteção para menores no ambiente digital, além de discutir educação cibernética, proteção de dados e o cumprimento de diretrizes legais.
Quais órgãos e entidades participaram das discussões?
O evento foi promovido pelo Ministério Público do Estado da Bahia e contou com a participação da Polícia Federal, da SaferNet Brasil, da Autoridade Nacional de Proteção de dados, da gestão municipal de Salvador e de estudantes de escolas públicas.
Quais ferramentas institucionais foram destacadas no encontro?
Foram mencionadas estratégias como a campanha ‘O cuidado não pode ficar só no off’, o portal ‘Fala Filho’ e ações voltadas à implantação de diretrizes de cidadania digital em municípios baianos.


