Movimentações financeiras ligadas a sites de apostas revelaram conexões com o crime organizado e práticas de lavagem de dinheiro, segundo apontamento apresentado pelo governo federal em Brasília. A manifestação ocorreu durante discussão jurídica no Supremo Tribunal Federal sobre restrições ao setor de jogos eletrônicos.
Resumo rápido:
- Governo federal relata proximidade entre empresas de apostas e o crime organizado.
- Ministério da Justiça relata bloqueio de R$ 3,3 bilhões em operações suspeitas desde 2018.
- Supremo Tribunal Federal avalia recursos de entidades contra restrição a sites de apostas.
Alerta sobre lavagem de dinheiro e operações policiais
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, declarou em 3 de novembro de 2026 que o governo constatou uma “proximidade indesejável” entre o setor de bets e atividades criminosas. O posicionamento foi externado durante sessão conduzida na mais alta corte do país.
“Desafortunadamente, constatamos uma proximidade indesejável da atividade de bets com o crime organizado, com a lavagem de dinheiro”
afirmou o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva
De acordo com dados divulgados pela pasta de segurança, o monitoramento resultou no bloqueio de R$ 3,3 bilhões em transações sob suspeita. O volume financeiro foi retido após a realização de 21 ações coordenadas por equipes policiais e pelo Ministério Público ao longo de oitos anos, com início em 2018. Segundo a avaliação oficial, o ecossistema de apostas eletrônicas tem sido empregado para conferir aparência lícita a recursos obtidos por meio de ilícitos como o tráfico de drogas.
Discussão sobre a Medida Provisória no Supremo Tribunal Federal
A realização da audiência foi determinada pelo ministro Luiz Fux. O magistrado atua como relator nos processos ajuizados pela Associação Nacional de Jogos e Loterias e pelo Instituto Brasileiro de Jogo Responsável.
As organizações representativas do setor pleiteiam a anulação da Medida Provisória nº 1.394/2026. O ato normativo, publicado em setembro do ano corrente, determinou a interdição da exploração e da veiculação de publicidade de plataformas de jogos virtuais em território nacional.
Durante a tribuna, a autoridade ministerial defendeu que a restrição legal funcionou como ferramenta de contenção de atividades criminosas.
“É relevante que a coletividade brasileira perceba exatamente do que se trata e do que estamos a decidir hoje nesta ocasião aqui”
completou o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva
Perguntas Frequentes
* Qual é o objetivo principal da Medida Provisória nº 1.394/2026?
A norma estabeleceu a proibição da exploração comercial e da publicidade de empresas que operam sites de jogos online no Brasil.
* Quais entidades solicitaram a derrubada da norma no STF?
A contestação judicial foi apresentada pela Associação Nacional de Jogos e Loterias e pelo Instituto Brasileiro de Jogo Responsável.
* Quanto dinheiro foi bloqueado em investigações sobre o setor?
Balanço oficial aponta o bloqueio de R$ 3,3 bilhões em movimentações financeiras suspeitas associadas às apostas desde 2018.
