A jornada internacional de jovens pesquisadores da rede estadual começou no aeroporto de Salvador nesta terça-feira (6), reunindo comitivas de Sapeaçu e Alagoinhas com destino a Montería, na Colômbia, onde participam do 29º Encontro Nacional e 23º Internacional de Grupos de Pesquisa.
Resumo rápido:
- Estudantes e professoras de Sapeaçu e Alagoinhas viajaram para a Colômbia nesta terça-feira (6).
- A comitiva apresenta pesquisas científicas no 29º Encontro Nacional e 23º Internacional de Grupos de Pesquisa.
- A iniciativa integra o programa estadual que viabiliza a participação em eventos científicos no Brasil e no exterior.
A rota da ciência que cruza fronteiras e chega ao cenário internacional
A presença de estudantes baianos em solo colombiano corrobora a expansão de iniciativas voltadas à iniciação científica em escolas públicas do estado, com suporte financeiro e logístico voltado a passagens, diárias e inscrições. Em geral, programas dessa natureza buscam mitigar barreiras geográficas e socioeconômicas que tradicionalmente limitam o acesso de alunos do interior a intercâmbios acadêmicos e congressos internacionais, fomentando a circulação de saberes produzidos fora dos grandes centros urbanos.
Projetos desenvolvidos no Recôncavo e no Agreste baiano
Do Centro Territorial de Educação Profissional do Recôncavo Jonival Lucas, localizado em Sapeaçu, viajaram o aluno David Cézar Araújo e a professora de Física Leila Maria Salomão. O trabalho investigativo desenvolvido pelo grupo cruza conceitos da Teoria da Relatividade, o eclipse de 1919 e a literatura de cordel. Durante a preparação, a equipe enfrentou o luto e a superação após a morte de Pedro Paulo Assis, colega de pesquisa que morreu em um acidente de moto no sábado (3), enquanto o estudante João Vitor Lima dos Santos permaneceu internado. “Vamos continuar juntos neste sonho. Pedro estará presente em cada passo”, declarou David Cézar Araújo.
Já de Alagoinhas, a comitiva formada pelas alunas Dailane Batista Santana e Yasmim Leite Nunes, junto com a professora Talia Moraes Lima, apresenta o estudo “Potência preta: vozes femininas no empreendedorismo juvenil”. O projeto analisa as trajetórias e os desafios enfrentados por jovens negras no mercado de trabalho, a partir da observação direta da realidade local. “A escola passa a ir além. A gente descobre novos lugares, amplia nosso mundo e percebe que é possível sonhar”, afirmou Yasmim Leite Nunes.
O impacto de políticas de incentivo à pesquisa nas escolas
A participação em eventos internacionais tende a ampliar o repertório acadêmico e cultural dos discentes, além de estimular o pensamento crítico e a autonomia intelectual desde a educação básica. Segundo a Secretaria da Educação do Estado (SEC), a experiência é resultado de uma política educacional construída ao longo de duas décadas. O secretário da Educação, Marcius Gomes, recepcionou os estudantes no aeroporto e pontuou: “Hoje, a rede estadual oferece uma nova estrutura, com laboratórios de Física, Química, Matemática e outras áreas do conhecimento; salas climatizadas; e ambientes que permitem ao estudante aprender na prática. Este investimento cria condições para que um jovem do interior produza ciência, conheça o mundo e perceba que pode sonhar e realizar”.
Panorama dos investimentos e alcance do programa estadual
| Indicador do Programa | Dados Informados pela Secretaria |
|---|---|
| Alunos contemplados | 378 estudantes |
| Professores beneficiados | 166 docentes |
| Escolas alcançadas | 94 unidades de ensino |
| Municípios atendidos | 58 cidades baianas |
O Programa Da Bahia Para o Mundo viabiliza a mobilidade acadêmica de docentes e discentes da rede pública. A professora Talia Moraes Lima, que também cursou sua formação em escola pública, destacou a relevância dessa trajetória: “Sou fruto da escola pública. Conheci Salvador por meio dela e, hoje, vejo minhas alunas chegando à Colômbia. A educação continua abrindo portas.”
Perguntas Frequentes
Quais projetos das escolas baianas foram levados para a Colômbia?
Os estudantes de Sapeaçu apresentam uma pesquisa que une a Teoria da Relatividade, o eclipse de 1919 e a literatura de cordel. Já o grupo de Alagoinhas expõe o estudo “Potência preta: vozes femininas no empreendedorismo juvenil”.
Quem financia a viagem dos estudantes e professores ao exterior?
A viagem conta com o apoio do edital e do Programa Da Bahia Para o Mundo, vinculado à Secretaria da Educação do Estado (SEC), que cobre despesas como passagens, diárias e inscrições em eventos científicos.
Quantas pessoas já foram contempladas pelo programa até o momento?
De acordo com os dados divulgados pela Secretaria da Educação do Estado (SEC), o programa já beneficiou 378 alunos e 166 professores, abrangendo 94 escolas estaduais situadas em 58 municípios baianos.
